100 anos “ao redor da fogueira” na Região de Leiria-Fátima

No dia 20 de março de 1925, surgiu a Região de Leiria-Fátima do CNE. Um século depois, a região reuniu-se na Sé de Leiria para marcar 100 anos “ao redor da fogueira”.

Celebrar é algo que um escuteiro sabe fazer. Celebramos semanalmente na sede, com a nossa patrulha, só pelo facto de estarmos juntos. Celebramos a cada lenço novo ao peito e a cada renovar de promessa. Celebramos o aniversário do agrupamento, cada especialidade, cada noite de campo e celebramos cada etapa do nosso progresso pessoal. Gostamos de celebrar as vitórias da nossa equipa nas atividades regionais e celebramos quando alguém da nossa tribo é escolhido para representar a região. 

Se calhar, ser escuteiro deu-nos esta valência de sabermos aproveitar as pequenas coisas com felicidade. E conseguimos até perceber que estas coisas não são assim tão pequenas. E por isso, chegarmos a este marco da região – um século de existência – teria certamente de passar por uma grande celebração. O que, assim de repente, parecia intimidante ou inalcançável, afinal, o que seria digno de uma festa centenária? 

Com uma ambição inalcançável, os líderes da região lá proclamaram que não teríamos apenas uma celebração, mas todo o ano seria de festa. Após suspiros e olhos arregalados com tamanha aspiração, a equipa arregaçou as mangas e começou a trabalhar para proporcionar um ano memorável às crianças e jovens da região que estão a fazer história, mesmo sem ainda o saberem. 

No dia 20 de março de 1925, materializou-se o sonho de Joaquim Pereira dos Reis, e um século depois, a região de Leiria-Fátima reuniu-se na Sé de Leiria para marcar 100 anos “ao redor da fogueira”. 

Como qualquer cerimónia abençoada, a chuva foi a primeira a chegar, caindo incessantemente tanto nos lobitos, como no Bispo José Ornelas, que a presidiu. Numa celebração emotiva, observaram-se rostos novos, de olhos postos no futuro, bem como algumas caras mais velhas, que ajudaram a escrever a história. Recordou-se e homenageou-se todos os chefes regionais, inaugurou-se uma lápide junto às escadas da Sé, local onde nasceu o nosso escutismo e abriu-se um espaço museológico. As vozes uniram-se em cânticos de alegria e os lenços coloridos preencheram os céus. 

Estas comemorações, iniciadas no ACAREG, não teriam sido realizadas sem o apoio incansável dos dirigentes dos nossos 33 agrupamentos e de um grupo audaz de caminheiros prontos a servir. A festa arrojada do nosso chefe regional está em marcha, e ainda só vai a meio, mas temos todos de ceder e agradecer por liderar esta caminhada com tanta ambição e coragem. 

Por isso, celebremos! Fazemos parte da história deste movimento, no país, na nossa região, nos nossos agrupamentos. Nenhum de nós que ali estava foi o início desta história do escutismo, mas todos assumimos o compromisso de a continuar a escrever. Por mais 100, 200, 300 anos… 

Parabéns Leiria-Fátima. 

Texto e fotos: Mariana Gonçalves.

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