Durante três dias, o Encontro Nacional de Juventude reuniu jovens de todo o país para debater e encontrar soluções para os desafios que enfrentam, num esforço conjunto para construir 40 propostas que assinalam os 40 anos do CNJ.
O CNE esteve representado pela Equipa Nacional das Relações Externas, que dinamizou uma banca expositiva ao longo do evento. Este espaço permitiu dar a conhecer o escutismo a participantes de diferentes organizações e movimentos juvenis, mostrando o impacto do nosso trabalho no desenvolvimento pessoal dos jovens e na construção de uma sociedade mais ativa e solidária. Para além da promoção do escutismo, destacámos um dos nossos projetos mais recentes e relevantes no campo da participação juvenil: os Diálogos da Juventude.
O Projeto Diálogos da Juventude é uma iniciativa da Equipa Nacional das Relações Externas e dos Jovens Conselheiros, que tem como objetivo criar espaços de escuta ativa e reflexão sobre os desafios que os jovens enfrentam na sociedade.
No ENJ, tivemos a oportunidade de apresentar esta iniciativa a muitos escuteiros interessados em fazer ouvir a sua voz e em perceber de que forma é que podem envolver-se ativamente na tomada de decisões que afetam o seu futuro.
O Encontro Nacional de Juventude teve uma agenda repleta de debates, workshops e momentos culturais, sempre com o foco na construção de propostas concretas para a juventude. As discussões foram organizadas em quatro grandes eixos temáticos:
– Educação e Ciência
– Emancipação Jovem: Trabalho e Habitação
– Participação Democrática e Associativismo
– Saúde, Bem-Estar e Natalidade
O CNE esteve representado em várias destas discussões, levando a perspetiva do escutismo e reforçando a importância do voluntariado e do associativismo juvenil na formação dos jovens. O nosso movimento, com os seus mais de 70.000 membros, é um dos maiores exemplos de como os jovens podem ser protagonistas na sociedade, assumindo responsabilidades, desenvolvendo competências e colocando os seus talentos ao serviço dos outros.
Além das discussões em pequenos grupos, que permitiram uma abordagem mais aprofundada aos temas, o evento contou com plenários onde as ideias foram debatidas coletivamente, refinadas e transformadas em propostas concretas. No final, as ideias mais consensuais foram compiladas num documento que será apresentado a entidades governamentais e decisores políticos, garantindo que as preocupações da juventude são tidas em conta na definição de políticas públicas.
Saímos deste encontro com novas ideias, novas parcerias e a certeza de que os jovens querem e podem ser agentes de mudança. O CNE reafirma o seu compromisso em continuar a promover a participação juvenil, dentro e fora do escutismo e em garantir que os jovens tem uma voz ativa na sociedade.