
Portugal presente na All Groups Meeting (AGM) da Região Europeia
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Nos dias 16 e 17 de maio, o Sesimbra Natura Park recebeu a edição anual do Encontro Nacional de Guias, que juntou 416 escuteiros, entre guias e dirigentes, para abordar temáticas importantes para a associação, com foco central na saúde mental.
Divertidamente foi o filme escolhido para encabeçar o imaginário da atividade, aliado com a saúde mental, o tópico selecionado como Tema Nacional de Consulta na edição do ano anterior, em Idanha-a-Nova.
Na abertura oficial da atividade, o Chefe Nacional Ivo Faria destacou o número elevado de guias em Portugal, a importância do trabalho por eles desenvolvido e a relevância da passagem de testemunho entre os guias das várias idades, numa alusão à mudança de equipa na Junta Central, depois do ato eleitoral do passado mês de abril.
O futuro Chefe Nacional, Bento Sousa Lopes, evidenciou o valor do guia e a igual importância dos restantes elementos. “O guia é importante se perceber que vale tanto como o resto dos 7 elementos que estão com ele”.
Numa fase inicial, os participantes reuniram-se por secções para refletir e debaterem acerca das diferentes dimensões da saúde mental.
Os Lobitos apresentaram os temas trazidos das regiões e partilharam as reflexões ao ritmo da roda das emoções. Os guias da segunda secção apresentaram as regiões através do medidor das emoções e aprofundaram o tema central com recurso aos mensageiros químicos, desde a dopamina à serotonina.
Os lenços azuis dividiram as questões em 4 temas e criaram espaços de debate sobre as suas próprias emoções e como agir e ajudar em relação aos outros. Os caminheiros dividiram-se igualmente em 4 dinâmicas ao longo do dia, a partir de 4 capítulos vindos do pré-encontro, uma atividade que visou planificar parte das conclusões dos guias da IV secção antecipadamente.
A eucaristia, presidida pelo Padre Miguel Alves, assistente regional de Setúbal, marcou o arranque do segundo dia de atividade. O Reitor do Seminário de Almada destacou a importância da ligação autêntica a Cristo e recordou a imagem apresentada por São Paulo, que descreve Jesus como “a cabeça da Igreja” e os cristãos como “o corpo”.
Sublinhou ainda que, “tal como o corpo necessita de estar permanentemente ligado e em sintonia com a cabeça para funcionar de forma saudável, também a vida cristã exige uma ligação constante a Cristo, através da fé e da oração”.
As conclusões, agora sob responsabilidade dos novos representantes eleitos, serão encaminhadas para o próximo Conselho Nacional, garantindo que as perspetivas dos escuteiros se mantêm presentes nos processos de reflexão e decisão do movimento.
Texto: Rodrigo Maurício
Fotografias: António Rendeiro

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