XVI Jamboree Açoriano – Uma Aventura do Corisco

De 21 a 27 de julho, a ilha de São Miguel recebeu o maior acampamento regional do Corpo Nacional de Escutas nos Açores. Sob o imaginário «Uma Aventura do Corisco» e inspirado pelo lema «Nove rumos, um destino», reuniu 1376 participantes provenientes de seis regiões do CNE — Açores, Madeira, Lisboa, Santarém, Algarve e Guarda. Vindos de diferentes pontos do país, encontraram no campo um destino comum: viver plenamente o Escutismo.

Há encontros que se contam pelos números. Outros ficam na memória pelas pessoas que aproximam, pelas experiências que proporcionam e pelas marcas que deixam em quem os vive. O XVI Jamboree Açoriano foi um desses encontros que permanecem muito para além do encerramento do campo.

Num arquipélago onde o mar une tanto quanto separa, o Jamboree assume um significado muito próprio. É um tempo privilegiado de encontro entre ilhas, de partilha entre gerações e de descoberta de uma comunidade que ultrapassa os limites de cada agrupamento. Durante uma semana, centenas de jovens cresceram juntos através da aventura, da vida em patrulha/equipa e da aprendizagem pela ação, confirmando que o Método Escutista continua a ser uma proposta educativa profundamente atual.

O imaginário do Corisco conduziu os participantes por um percurso inspirado na identidade açoriana, convidando-os a descobrir, servir e superar desafios. Grandes jogos, construções, percursos de exploração, atividades náuticas, desafios técnicos, momentos de celebração, serviço e contacto com a Natureza deram corpo a um programa pensado para desenvolver competências, fortalecer a autonomia e cultivar o espírito de equipa. Cada atividade constituiu uma oportunidade para aprender fazendo, num ambiente onde a responsabilidade, a cooperação e a fraternidade estiveram sempre presentes.

Por detrás desta experiência esteve igualmente o empenho de muitos adultos voluntários. Centenas de Dirigentes e Caminheiros colocaram os seus talentos ao serviço do campo, garantindo o funcionamento permanente do Jamboree. Da logística à saúde, da alimentação à segurança, das infraestruturas ao apoio às atividades, passando pela secretaria, comunicação, intendência e tantas outras áreas, foi um trabalho discreto, mas essencial, que permitiu proporcionar a todos os jovens uma experiência segura, exigente e verdadeiramente marcante.

O Jamboree abriu-se também à comunidade. As atividades realizadas fora do campo permitiram aos participantes conhecer melhor a riqueza natural e cultural da ilha de São Miguel, reforçando a ligação entre o Escutismo e o território que o acolheu.

Ao longo da semana, o campo recebeu a visita de diversas entidades civis, religiosas e escutistas, entre elas o Presidente do Governo Regional dos Açores, o Chefe Nacional, a Chefe Nacional Adjunta e o Bispo de Angra. A sua presença constituiu um sinal de proximidade e de reconhecimento pelo trabalho educativo que milhares de Dirigentes voluntários desenvolvem diariamente junto das crianças e dos jovens.

Como acontece em qualquer grande acampamento, também a meteorologia fez parte da aventura. Os primeiros dias de sol deram lugar a alguns chuviscos que, longe de diminuir o entusiasmo, acabaram por integrar a narrativa destes dias, reforçando a capacidade dos escuteiros para enfrentar as dificuldades com serenidade, espírito de adaptação e um profundo sentido de comunidade.

Quando as tendas foram desmontadas e cada agrupamento regressou ao seu rumo, ficou a certeza de que o destino anunciado pelo lema não terminava ali. O XVI Jamboree Açoriano foi muito mais do que um grande acampamento. Foi uma experiência de encontro, de serviço, de descoberta e de crescimento, onde cada participante regressou a casa mais rico em amizades, competências e vivências.

No final, permanecerá a imagem de um campo cheio de vida, onde centenas de lenços de diferentes cores testemunharam a unidade de um Movimento que continua a educar para a cidadania, para o serviço e para a esperança. Porque, no Escutismo, os rumos podem ser muitos, mas o destino permanece o mesmo: formar homens e mulheres capazes de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraram.

Texto e Fotografias: Equipa de Comunicação – Região dos Açores

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