Joana Magalhães tem 26 anos, é médica interna do ano comum no Hospital São João, Porto, é escuteira desde os 10 anos e foi recentemente eleita pelo CNE para a direção do Conselho Nacional da Juventude.
A Joana iniciou o seu percurso escutista com 10 anos no agrupamento 521 da Senhora da Hora que, na altura, estava a ser inaugurado. Entrou para os exploradores, foi guia das patrulhas/equipas por onde passou e até guia de grupo (atual guia de expedição/comunidade) demonstrando desde cedo capacidades de liderança. Atualmente e já do lado dos educadores Joana Magalhães integra a equipa de animação da 1ª Secção como Candidata a Dirigente.
“Não tenho dúvidas de que o escutismo marcou (e marca ainda) o meu percurso de vida e teve uma grande influência no meu desenvolvimento pessoal, social e académico até. A partilha, a organização, a responsabilidade, o teres que te desenrascar em qualquer situação, saberes sobreviver com pouco, o estares atento a tudo o que te rodeia são ensinamentos que desenvolvemos muito em qualquer atividade escutista, dentro e fora da sede, e devo muito disso ao escutismo”, salientou Joana Magalhães.
A candidatura ao CNJ surgiu de uma conversa com amigos e o facto de ser escuteira do CNE (uma das organizações membro do CNJ) ajudou a que se efetivasse essa candidatura. “Estou muito feliz por poder transmitir a outros aquilo que o escutismo me transmitiu e espero representar da melhor forma o CNE”, enfatizou.
No CNJ a Joana ficará responsável pela área de Saúde e Bem-estar fruto da sua formação académica. “Sendo o CNE um exemplo exímio da educação, nomeadamente a não formal, esta também é uma área que me diz muito. Não obstante, será mesmo a pasta da saúde que irei trabalhar durante os próximos 2 anos na direção do CNJ, esperando contribuir para que os jovens estejam mais atentos à sua saúde e que a sociedade em geral se preocupe em promover e proporcionar boa saúde e qualidade de vida aos jovens portugueses”, explicou Joana Magalhães.
Quando questionada sobre o que o CNE ganha por ter uma escuteira na Direção do CNJ Joana foi perentória. “Gosto mais de pensar que é o CNJ que tem a ganhar com a presença do CNE da direção. Mas certamente o CNE também tem algo a ganhar com a presença de qualquer escuteiro em organizações, estejam ou não a representa-lo diretamente”.
Texto de: Ana Isabel Silva. Fotografia de: CNJ.



