A Região de Coimbra do Corpo Nacional de Escutas (CNE) acolheu a Estação Nacional deste ano do JOTA JOTI, no mesmo ano que assinala o seu Centenário. Entre os dias 16 e 18 de outubro, a atividade desafiou os jovens a construir pontes, a descobrir novas formas de comunicar e a levar mais longe uma mensagem de paz e inclusão.
A edição deste ano do JOTA JOTI teve a sua Estação Nacional na região de Coimbra, este acolhimento ganhou um significado especial ao coincidir com as comemorações do Centenário da Região. Para Nuno Canilho, Chefe Regional de Coimbra, acolher uma iniciativa desta dimensão representou «uma grande honra» e uma oportunidade pedagógica para os agrupamentos da região e de todo o país.
Nuno Canilho destacou ainda a importância de proporcionar aos participantes dias de convívio, descoberta e crescimento, que contribuam para a construção de memórias felizes e para o reforço dos laços entre escuteiros. Num território marcado pela diversidade de realidades e pela sua dimensão geográfica, o Chefe Regional sublinhou ainda o papel destas iniciativas na criação de uma identidade comum e no fortalecimento do espírito de corpo regional.
Foram preparados diversos jogos e atividades escutistas, muitas delas ligadas à atividade. Desta forma, todos os participantes escolheram as melhores rotas e durante o fim de semana partiram à descoberta da cidade de Coimbra.
Também Joel Lobão, responsável pelo Departamento Nacional de Radioescutismo, realçou o valor da comunicação através da rádio como uma experiência diferenciadora para os jovens. Apesar de a tecnologia digital permitir o contacto permanente entre pessoas, o JOTA-JOTI proporciona uma forma particular de comunicar, aproximando escuteiros de todo o mundo e despertando o interesse pelo radioamadorismo.
Atualmente, destaca o crescente interesse dos jovens pelo radioescutismo, nomeadamente nos Açores, defendendo a importância de continuar a promover e multiplicar estas experiências.
A fechar a tarde do primeiro dia de atividade todos os participantes reuniram-se na Sé Nova, onde decorreu a eucaristia, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes.
Este primeiro dia acabou no Colégio Rainha Santa Isabel, onde todos participaram no Fogo Conselho.
Álvaro Castanheira, Secretário Nacional para as Atividades e Suporte, destacou a importância do tema desta edição, centrado na paz e na inclusão, considerando-o particularmente relevante perante os desafios que o mundo enfrenta. Para o responsável, a paz vai muito além da ausência de guerra: implica construir relações, criar pontes entre pessoas e derrubar muros que alimentam divisões na sociedade.
Nesse sentido, sublinhou que cada escuteiro pode contribuir diariamente para um mundo melhor, através das suas atitudes e relações na família, na escola, no trabalho e na comunidade. Uma mensagem que ganha especial força numa iniciativa que liga jovens de diferentes culturas e realidades, demonstrando que a diversidade pode ser uma oportunidade de encontro e aprendizagem.
No segundo dia voltaram a decorrer as atividades e jogos e ainda as participações na Estação Nacional via rádio ou via internet. Marcando assim o final de mais uma edição desta atividade de referência a nível mundial, este ano com o tema “Um Mundo de Paz e Inclusão”.
Texto: Susana Micaela Santos.
Fotografias: Alice Cardoso, Jaime Caridade e Susana Micaela Santos.

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