Ao longo do caminho, são vários os agrupamentos que montaram pontos de apoio que servem café e chá, pequenos lanches, mas também fazem massagens, lavagem de pés e tratamento de entorses, distensões, entre outras maleitas. É sempre com um sorriso nos lábios que os escuteiros abrem as portas do espaço aos peregrinos. Uns visivelmente abatidos, outros mais descansados, mas todos com uma simpatia sem par. O objetivo é o mesmo, e a possibilidade de descanso abre-lhes sempre o sorriso.
O alívio vem quando as mãos dos voluntários tocam nos pés doridos. «Uma das senhoras que passou disse que me queria cortar as mãos para as levar com ela», graceja Maria Inês, uma pioneira que estava esta manhã ao serviço no posto do agrupamento 65, de Torres Novas.
Mesmo não lhes levando as mãos para o caminho, os peregrinos saem com força redobrada, fruto do serviço que lhes é prestado pelos escuteiros que encontram pelo caminho. E isso é meio caminho andado para o sucesso da sua caminhada.
Para além deste apoio no caminho, o CNE tem também uma equipa de 30 voluntários, vindos de 13 agrupamentos diferentes de seis regiões do país, que apoia dentro do Santuário as ações dos Servitas.
Desde trabalho no posto de socorros do santuário, até prestar informações aos peregrinos mais perdidos, estes escuteiros estão disponíveis para todo o tipo de ações. Apesar da sua presença ser mais visível apenas durante as celebrações, em que ajudam a controlar a multidão e a prestar primeiros socorros, o seu trabalho é bem mais diversificado que esse. Tudo para ajudar a que os peregrinos possam viver o melhor possível estes dias de intensa oração e reflexão.
Texto e fotografia de: Ricardo Perna.



