DRAVIM, escreve a tua história

No decorrer dos últimos anos temos vindo a escrever uma bonita coletânea, com vários volumes sobre os diferentes EPPICAS.

Passado um ano acrescentamos mais um livro à bela coleção do nosso Dravim. A história voltou-se a repetir, os nossos participantes escreveram a sua história, criaram momentos e realçaram a magia que existe neste lugar tão único e especial, na nossa DRAVE.

Desta vez, contámos com a participação de 150 escritores: caminheiros vindos de Norte a Sul de Portugal Continental, incluindo Ilhas, e ainda, elementos da AEP. Estes escritores não foram poupados, ousaram ser mais e aventuraram-se a completar esta nossa história que todos os dias rescrevemos, arrisco-me até a dizer que ficaram sem tinta nas canetas.

Por cada livro escrito voltamos a fazer história. Os caminhos da nossa aldeia ficaram mais vermelhos com os lenços, enchemos o vazio da aldeia com centenas de sorrisos e alegria, ouvimos as nossas vozes ecoar ainda mais alto no vale profundo, preenchemos até ao telhado o vazio das propriedades com sonhos, deixamos Drave mais viva!

O desenrolar da história deste livro baseou-se em múltiplos desafios. Sem querer dar algum spoiler, os nossos participantes puderam fazer alguns ateliers no decorrer da tarde de sábado, tais como: Visita Guiada, Serigrafia, Serviço, Língua Gestual, Yoga, Ateliers da IV, entre outros.

Após a aquisição de conhecimento necessário, o ponto alto da história culminou com um arraial. Lembram-se quando disse que deixamos Drave viva? Drave nunca esteve tão viva! Quase duas centenas de pessoas a dançar, a cantar, a conviver e a sorrir, a música encheu-nos e fomos felizes.  

Contudo, tenhamos atenção à sinopse do livro, é meramente um resumo dos factos. O Dravim não se baseou em jogos, ateliers ou numa festa, o Dravim deu significado à palavra Casa. Uma Casa que não se torna Casa sem a família que escolheste, aquela família de “tolinhos” que usa os “pompons vermelhos” e que troca uma noite na sua cama por uma noite ao luar, que troca um dia com tecnologia por um dia de puro convívio, onde a noite será eterna e no amanhã o sol brilhará diferente. Uma verdadeira atividade para o tamanho dos seus aldeões, onde a nossa casa se encheu de emoções, energia e cantarolares, e deixou que tu fosses o escritor que faltava para a completares, na essência de todo o seu ser, a nossa história. E, com tudo isto, estarás cada vez mais próximo do Homem Novo.

Hoje sou eu a escrever, escrevo sobre os caminhos irregulares da aldeia, feitos à mão por antigos habitantes, e lembro-me de ti, tu que fizeste parte deste Dravim. Apesar de já se ter passado alguns dias, tu estás presente em cada pedra, em cada palavra do nosso livro, em cada gota que corre no rio, em cada linha que completa o meu lenço, porque tu foste uma memória que pretendo guardar e levar na minha mochila até ao dia em que nos voltarmos a cruzar.

A mochila tornou-se mais leve, um mero objeto que transportas apenas o essencial da tua jornada, e tornou-se o teu símbolo onde tu carregas todo o conhecimento, toda a essência do Dravim. É neste mochila que levo o nosso livro, a nossa história, a história onde o teu verdadeiro “EU” cresceu após o Dravim.

O Dravim és tu, o Dravim somos nós. Aventurar(-te), descobrir(-te), conquistar(-te), desafiar(-te), é o que precisas no nosso “mundo invertido”, com a certeza de que levas tinta na caneta para escreveres a próxima história connosco.

Texto e foto de Drave Rover Scout Centre

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