
CNE presente em encontro de Assistentes e Animadores Espirituais da CICE
Decorreu entre 9 e 12 de março um encontro de Assistentes e Animadores Espirituais na Eslováquia promovido pela região europeia da CICE e CICG.
Escuteira desde os 17 anos, Tânia Coutinho é a primeira mulher a assumir o cargo de Diretora da Flor de Lis. Vamos conhecer a sua visão para a nossa revista?
Flor de Lis (FL): Conta-nos sobre o teu percurso escutista até agora.
Tânia Coutinho (TC): Entrei para os escuteiros com 17 anos, no meu 12.º ano, para o agrupamento que estava no final da minha rua, o 890 Évora. Nessa altura, o agrupamento já tinha seis ou sete anos de existência e sempre estive por ali, ou seja, era presença frequente nos sítios que eu mais frequentava. Estive nos Pioneiros, estive nos Caminheiros, e depois, como estava a estudar fora e muito longe, decidi sair e fazer a minha pausa. Quando terminei o curso e regressei a Évora, regressei ao agrupamento já para a equipa de animação, em 2003. Por isso, desde 2003 até agora, tenho estado sempre no Agr. 890 Évora, mesmo não estando já a viver em Évora.
Pelo caminho, passei por diversos cargos regionais, em eletivos ou por nomeação. Estive na equipa da Secretaria Internacional e também na equipa do Desenvolvimento e Relações Externas. Entrei em 2015 para a Secretaria Internacional e depois fiz o outro mandato nas Relações Externas, que era uma equipa que estava dependente do Chefe Nacional Adjunto na altura. E fui Chefe de Contingente do CNE no Moot 2017 na Islândia. Fui mantendo presença regional e no agrupamento estes anos todos, conciliando ao mesmo tempo com outros projetos a nível nacional.
FL: Lançámos o teu primeiro número da Flor de Lis enquanto Diretora em novembro de 2023. Que nova visão tens trazido para a nossa revista?
TC: Não pretendo alterar a revista completamente. Não pretendo fazer uma inovação gigantesca. Acho que a revista tem sofrido muitas alterações e tem-se desenvolvido nos últimos anos, mas acho que nos falta o essencial, que é abrir para os miúdos, é tornarmo-nos numa revista acessível aos miúdos. Apesar de que, com a Flor de Lis online, já se consegue mais facilmente atingir outro tipo de público, temos sempre de ter em enfoque, quando produzimos conteúdos para a revista, que ela é consumida por Dirigentes, ou seja, por adultos. Isso faz com que os conteúdos sejam, não quero dizer mais sérios, mas mais institucionais, com uma profundidade também diferente e com assuntos que vão ao encontro daquilo que um adulto precisa enquanto animador do CNE.
Gostava muito de abrir a revista aos miúdos porque acho que essa deveria ser a visão que a revista devia ter. Quanto maior for o número de miúdos que tiver acesso à revista, mais facilmente nós podemos produzir conteúdos que vão ao encontro deles e às necessidades deles. Isso é o que eu sinto que devemos fazer enquanto associação, sabendo também das limitações que temos para a produção da revista mensalmente.
É uma revista que faz 100 anos, que existe ininterruptamente há 100 anos, ou seja, nunca houve uma pausa, nunca houve um cessar da licença, nunca houve nada. E isso traz uma importância acrescida, porque é um meio de comunicação que é de uma associação mas que está ao alcance de qualquer um que está no online.
Outra das coisas que eu gostava muito e que não conseguimos facilmente é a distinção de conteúdos entre o online e a revista. Tentamos às vezes separar, mas sabemos que também não é possível por falta de recursos, sobretudo humanos. A abertura aos miúdos faria com que conseguíssemos também ter conteúdos diferenciados para eles. Ou seja, talvez mais vídeos, outra maneira de comunicar com eles e outras formas que lhes fossem mais apelativas. Porque quer a gente queira, quer não, o miúdo não se senta e pega numa revista se não souber que aquela revista tem alguma coisa que é relevante para ele.
Agora, é devagarinho que vamos tentando lá chegar. Vamos fazer pequenas ações para conseguirmos fazer com que isto aconteça. Se vamos conseguir mudar o mundo de um dia para o outro? Não. Não vamos conseguir mudar o mundo de um dia para o outro, mas vamos lentamente fazer algumas pequenas mudanças para conseguir chegar até aos miúdos.
FL: E como é que vês o futuro da Flor de Lis?
TC: Eu gostava muito que fosse uma revista que começasse no papel e depois saísse para o online, por exemplo. Que estivesse sempre, sempre, sempre interligada. Para já, gostava muito que continuasse a ser num órgão de comunicação social, uma revista. Ou seja, que não parasse sobre que forma fosse, mas continuasse sempre.
Já temos 100 anos, e se calhar foram os 100 anos mais difíceis, porque se compararmos com como as revistas eram feitas antigamente – e temos esses registos no arquivo – e como as revistas são feitas agora, é completamente diferente e torna-se um processo mais simples. Não estou a dizer que é diferente, é mais simples o processo. Mas é também muito enriquecedor também fazer parte da revista. Gostava que mais associados, quer adultos, quer jovens, quer crianças, pudessem colaborar e quisessem colaborar com a revista, sobre que forma fosse. Gostava de cada vez mais diversificar aquilo que produzimos e como produzimos. Continuar ininterruptamente – se for para os próximos 100 anos era fixe, mas duvido (risos). E abrir as colaborações cada vez mais, para que cada um sinta que tem uma palavra também, que pode dizer uma palavra na nossa revista.
Entrevista: Catarina Valada.
Fotos: cedidas por Tânia Coutinho.
Decorreu entre 9 e 12 de março um encontro de Assistentes e Animadores Espirituais na Eslováquia promovido pela região europeia da CICE e CICG.
Está a aproximar-se a passos largos o Moot 2025, mas ainda te podes candidatar para integrar a equipa Path Planning Team (PPT). Se queres viver uma experiência internacional inesquecível, esta é a tua oportunidade! #escutismo
Pronto para uma nova aventura escutista? O jamboree nacional dos Scouts et Guides
Somos cada vez mais digitais e o escutismo não é exceção. Participa no
© 2022 escutismo.pt Desenvolvido por Brand by Difference
Este site usa cookies para que possamos oferecer-lhe a melhor experiência possível. As informações das cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você volta ao nosso site e ajudar a nossa equipa a entender quais as seções do site você considera mais interessantes e úteis.
Mais informações sobre nossa Política de Privacidade
As cookies estritamente necessárias devem estar sempre ativas para que possamos guardar as suas preferências de configuração de cookies.
Se você desativar esta cookie, não podemos guardar as suas preferências. Isso significa que sempre que você visitar este site, precisará ativar ou dasativar as cookies novamente.