Explorer Belt – Muito mais do que um cinto

Já arrancou a 3ª edição do Explorer Belt. Esta atividade traduz-se em muitos quilómetros percorridos a pé por uma dupla que, durante 10 dias, têm 10 desafios para ultrapassar, com um orçamento limitado, um diário de bordo, um projeto e com um objetivo: Um cinto.

Entre 10 a 26 de agosto realiza-se a 3ª edição do Explorer Belt, uma atividade dinamizada pela Junta Regional de Santarém, apoiada pela Secretaria Internacional. Esta atividade que seria para realizar em 2023, foi antecipada a pedido de muitos caminheiros, para que fosse realizada ainda este ano, esta atividade que é aberta a caminheiros do Corpo Nacional de Escutas (CNE).

Candidataram-se 41 caminheiros, de 10 regiões do CNE. Após entrevistas, seleções, preparações, foram escolhidos 28 caminheiros, que formaram 14 duplas, para realizar a sua expedição na Irlanda neste mês de agosto.

Para Pedro Cunha, da região do Porto, que participou em 2018 nesta atividade «O Explorer Belt foi a maior aventura em que tive oportunidade de participar. Por um lado, por ser uma das poucas em que vi o impacto tão direto do que planeava, ou fazia, no resultado final. A dedicação que foi precisa em todo o projeto, o que vivi junto das pessoas, nos altos ou baixos do percurso, foi o que mais me faz recordar esta atividade com tanto carinho».

O Explorer Belt no CNE

Após experiências piloto, esta atividade foi implementada a nível nacional, com uma estrutura bem definida. Tendo como público-alvo os caminheiros, é uma atividade realizada em duplas, de forte cariz intercultural, onde o método de projeto escutista é vivido em pleno – pois embora as datas e o local da atividade já estejam pré-definidos, todos os passos do projeto são tidos em conta: Desde a idealização e escolha, planeamento, realização, avaliação e celebração (Com a entrega do cinto Explorer Belt).

O Explorer Belt tem a sua origem no Reino Unido, na The Scout Association, em 1958, sendo que foi nesse mesmo ano realizada a primeira expedição na Alemanha. Esta atividade baseou-se na experiência de expedições realizadas por escuteiros do Condado de Essex, no início dos anos 50. Ao longo dos anos, o Explorer Belt foi sendo adotado por outras associações escutistas: Irlanda, Suécia, Suíça, Finlândia, Alemanha, Noruega, Dinamarca, República Checa, Roménia e Portugal.

Texto e fotografia:  Equipa Explorer Belt

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