
Os Jovens e a Saúde Mental nos Tempos de Crise
Falar sobre saúde mental pode ser difícil mas é importante. Ser mentalmente saudável
Entre os dias 13 e 15 de fevereiro de 2026, o antigo Seminário de Santarém acolheu
o IV Colóquio de Museologia e Arquivística Escutista, iniciativa integrada nas
comemorações do cinquentenário da Região de Santarém. O encontro reuniu museus
escutistas, responsáveis por arquivos, investigadores e entusiastas da história do
escutismo, num espaço de partilha informal dedicado à preservação da memória
associativa.
Subordinado ao tema “Celebrar a Memória: Preservar, Registar e Partilhar”, o
colóquio teve como principal objetivo a troca de experiências e de boas práticas na
área da museologia e da arquivística escutista. Ao longo de três dias, os participantes
apresentaram projetos, esclareceram dúvidas e aprofundaram conhecimentos, com
especial enfoque no registo e inventariação de peças, considerado um dos grandes
desafios atuais dos museus escutistas.
À semelhança de edições anteriores, o programa integrou um espaço dedicado à
divulgação das atividades desenvolvidas por cada museu. Estiveram representadas seis
das sete instituições que integram a Rede de Museus Escutistas de Portugal,
reforçando o colóquio como o principal momento anual de encontro e articulação
entre os museus escutistas nacionais, apesar da sua organização decorrer de forma
paralela à rede.
Durante as sessões, foi sublinhado o papel crescente dos museus escutistas
enquanto ferramenta educativa para os jovens e formativa para os adultos,
contribuindo para a valorização da identidade e da memória do escutismo. As
comunicações destacaram ainda a importância de uma abordagem sistemática e
preventiva na conservação dos diferentes materiais que compõem os acervos,
entendendo a preservação não apenas como uma questão técnica, mas também ética
e cultural.
Um dos resultados concretos do encontro foi a constituição de duas equipas de
trabalho, que ao longo do próximo ano irão desenvolver uma ficha de inventário
comum a todos os museus escutistas e elaborar um glossário de terminologia
escutista, com o objetivo de uniformizar conceitos e evitar ambiguidades no processo
de inventariação.
O programa incluiu também uma visita à Biblioteca do Dr. Pacheco Pereira – Arquivo
Ephemera, que permitiu aos participantes contactar diretamente com um acervo
documental vasto e rigorosamente organizado. Esta visita evidenciou a relevância da
preservação documental enquanto instrumento de memória histórica e cívica,
fundamental para a investigação, o estudo crítico e a salvaguarda do património
cultural contemporâneo.
No encerramento do colóquio foi anunciado que o V Colóquio de Museologia e
Arquivística Escutista será organizado pela Região de Viana do Castelo, que se prepara
igualmente para celebrar o seu cinquentenário, assegurando a continuidade deste
espaço de reflexão e cooperação em torno da memória escutista.
Texto: Centro de Documentação Escutista (CDE) e Bruno Cristóvão
Fotografias: Centro de Documentação Escutista (CDE)

Falar sobre saúde mental pode ser difícil mas é importante. Ser mentalmente saudável

Em 2026, o mapa escutista europeu junta várias oportunidades para Caminheiros e Companheiros

De 15 a 19 de Abril, a cidade de Verona, em Itália recebe

O Grupo de Lisboa (Gdl) volta a reunir-se de 17 a 19 de abril, em Genébra (Suíça) e está a aceitar candidaturas para caminheiros, candidatos a dirigentes e dirigentes.