JamBeiras reuniu 1500 escuteiros em Coimbra para celebrar o centenário da região

O XV Acampamento Regional da Região de Coimbra, simultaneamente designado VIII Jamboree das Beiras (JamBeiras), levou cerca de 1500 escuteiros até São Gião, em Oliveira do Hospital, entre os dias 27 de julho e 1 de agosto, para partilharem atividades, aventuras e serviço, numa verdadeira «cidade de lona». 

Sob o lema «C Semente – Sê Semente», a Região de Coimbra fez regressar o seu acampamento, oito anos após a última edição. Para além dos participantes da região, a atividade recebeu ainda escuteiros da Região de Lisboa, do Agrupamento de Genebra (sediado na Suíça) e uma delegação de escuteiros da Roménia.

O acampamento integrou as comemorações do centenário da Região de Coimbra e desafiou os participantes a refletir sobre a capacidade de cada pessoa poder contribuir para a transformação das suas comunidades.

A atividade, sediada em São Gião, recebeu centenas de dinâmicas educativas, momentos culturais, celebrações e experiências de serviço, que envolveram todas as secções. A programação levou ainda os participantes para além do espaço principal do acampamento, estendendo-se pelos concelhos de Oliveira do Hospital e Seia.

Entre os momentos mais marcantes destacam-se a Eucaristia de Ação de Graças, presidida por D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, e a cerimónia de encerramento, no dia 1 de agosto, que coincidiu com o aniversário histórico do acampamento de Brownsea.

Na perspetiva de Nuno Canilho, Chefe Regional de Coimbra e Chefe de Campo do Acampamento, a presença do bispo representa uma Igreja próxima dos jovens, destacando o contacto direto de D. Virgílio Antunes com os participantes no ambiente da «cidade de lona», onde dedicou diversos momentos às várias secções.

O imaginário do JamBeiras foi inspirado em O Homem que Plantava Árvores, de Jean Giono, uma história que serviu de ponto de partida para trabalhar diferentes dimensões junto das quatro secções.

Os Lobitos foram desafiados a cuidar, tornando-se Guardiões da Floresta e descobrindo que não é preciso ser um herói para fazer a diferença. Exploradores e Moços foram convidados a crescer, percebendo a importância da paciência, da fé e da força da patrulha. Pioneiros e Marinheiros foram chamados a transformar, descobrindo como pequenos gestos podem devolver vida a lugares marcados pela destruição. Já os Caminheiros e Companheiros trabalharam a dimensão do permanecer, através da fidelidade diária àquilo que consideram certo, mesmo quando os resultados ainda não são visíveis.

«Cuidar. Crescer. Transformar. Permanecer. Quatro palavras. Uma só floresta», explicou Gonçalo Moura Costa, coordenador da dimensão pedagógica do acampamento.

A escolha do imaginário ganhou ainda um significado particular por acontecer no ano em que a Região de Coimbra celebra o seu centenário. Para Gonçalo Costa, a história de uma pequena semente que se transforma numa árvore, representa também o percurso do Escutismo em Coimbra ao longo de cem anos.

A presença internacional voltou a marcar o Jamboree das Beiras, mantendo uma tradição iniciada em 1989, quando os acampamentos regionais com participação estrangeira passaram a adotar esta designação.

A delegação de 40 escuteiros da Roménia e a participação de escuteiros portugueses residentes na Suíça contribuíram para uma experiência de intercâmbio cultural e de fraternidade escutista, juntando diferentes origens na mesma semana de vida em campo.
Na sexta-feira decorreu a Eucaristia de Ação de Graças para os participantes e convidados, entre os quais esteve o Chefe Nacional do CNE, Bento Sousa Lopes.

O encerramento do JamBeiras trouxe consigo um último desafio. No final, cada participante levou consigo uma semente já germinada de uma árvore autóctone portuguesa e um desafio: transformar.

Mais do que uma recordação, a organização quis que aquela pequena árvore representasse um compromisso para levar para casa e concretizar nas comunidades de origem.

«Não é uma lembrança. É uma responsabilidade», afirmou Gonçalo Moura Costa durante a cerimónia de encerramento.

O desafio lançado foi simples: plantar a árvore, cuidar dela e recordar, à medida que cresce, que cada escuteiro pode ser «semente e semeador» de mudança.

Texto: Rodrigo Maurício

Fonte: Junta Regional de Coimbra

Fotografias: António Rendeiro

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor recarregue a página.

Website protegido por reCAPTCHA. Aplica-se a Política de Privacidade e os Termos de Serviço da Google.
Flor de Lis
Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer-lhe a melhor experiência possível. As informações das cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você volta ao nosso site e ajudar a nossa equipa a entender quais as seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre nossa Política de Privacidade