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É com profunda tristeza que o CNE se associa às manifestações de pesar pelo falecimento de Eugénio José da Cruz Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado (CPV), que morreu esta quarta-feira, 12 de agosto, aos 69 anos.
Natural de Setúbal, Eugénio Fonseca dedicou grande parte da sua vida ao serviço dos outros, assumindo responsabilidades em diferentes instituições e deixando uma marca particularmente forte nas áreas do voluntariado, da solidariedade e da ação social.
Durante quase três décadas esteve ligado à Cáritas Diocesana de Setúbal, instituição que presidiu entre 1987 e 2016, tendo assumido, em 1999, a presidência da Cáritas Portuguesa, cargo que desempenhou até 2020.
Foi também uma das figuras ligadas à construção e afirmação do movimento do voluntariado em Portugal. Em 2006, foi escolhido pelas Associações Nacionais de Voluntariado para presidir à Comissão Instaladora da Confederação Portuguesa de Voluntariado e, três anos depois, assumiu a presidência da Direção da Confederação, função que mantinha à data da sua morte.
Ao longo deste percurso, Eugénio Fonseca foi também uma figura presente e assídua em vários momentos da vida do Corpo Nacional de Escutas. A sua presença fez-se notar, de forma particular, nas cerimónias anuais da Luz da Paz de Belém e em momentos institucionais como as tomadas de posse, acompanhando de perto iniciativas e momentos marcantes do movimento escutista.
Em declarações à Flor de Lis, Miguel Salgado, Vice-Presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado e dirigente do CNE, recorda Eugénio Fonseca como “a marca do voluntariado em Portugal nos últimos 20 anos”, destacando o seu “trabalho, de coração, em prol das pessoas, da justiça social e do voluntariado”.
“É uma partida inesperada e que nos deixa órfãos. Fica um vazio muito grande, porque o Eugénio representava todas as pessoas que querem uma sociedade e um mundo melhor”, afirma. Para Miguel Salgado, Eugénio Fonseca foi também “um lutador incansável pela causa pública e pelo voluntariado”, deixando um legado que será agora responsabilidade de todos honrar.
O Corpo Nacional de Escutas endereça as mais sentidas condolências à família e amigos de Eugénio Fonseca, bem como a todos os que com ele partilharam caminhos de serviço, voluntariado e compromisso com a comunidade.
Texto: Rodrigo Maurício
Fotografias: CNE

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