«Quero que levem também um sentido de comunidade cada vez mais desperto»

Para o Chefe Nacional do Corpo Nacional de Escutas, Ivo Faria, é importante que todos os escuteiros vivam com alegria e sejam construtores do amanhã.

Flor de Lis: Quais são as tuas expectativas a menos de 24 horas deste acampamento começar?

Ivo Faria: As expetativas que eu tenho são de termos o ACANAC mais espetacular de sempre do CNE, cheio de alegria, cheio de cor e com tantas crianças e jovens a vibrar de alegria e de emoção e de vontade de serem construtores do amanhã.

Flor de Lis: E como é que queres então que seja vivido este acampamento do centenário?

Ivo Faria: Em primeiro lugar, que os nossos jovens, as nossas crianças, sejam capazes de se dar uns aos outros e de com isso sentirem que levam aquilo que dão também. Só que em modos completamente diferentes uns dos outros e todos eles com um enriquecimento grande.

Flor de Lis: Exatamente e nesse enriquecimento, o que é que queres que os nossos Escuteiros levem deste ACANAC?

Ivo Faria: Quero que levem novos amigos, quero que levem também um sentido de comunidade cada vez mais desperto, mais alerta, e também que se preocupem com a sustentabilidade, com aquilo que faz com que as nossas comunidades, o nosso planeta, sejam espaços onde se vive, com mais justiça, com mais alegria e também numa noção cada vez mais de darmos e de nos darmos uns aos outros.

Flor de Lis: Para além disso que destacaste muito importante, o que é que destacas de diferente desta edição para as edições anteriores do ACANAC?

Ivo Faria: Este é o ACANAC que marca o nosso Centenário, temos um esforço muito grande no desenho das atividades, no desenho das ofertas e em conseguirmos dar aos nossos jovens o papel principal de construírem um ACANAC connosco. Esse foi um traço fundamental. O outro foi o de trazermos em tudo quanto é a nossa imagem gráfica também, uma imagem apelativa, bonita e alegre. E, finalmente, fazer com que a construção deste acampamento seja uma construção em que os participantes se sentem envolvidos, não só porque nos ajudaram a construir os conceitos, mas também porque se prepararam para vir cá com tantos jogos, tantas missões, tanta coisa que os fez também crescer e envolverem-se.

Flor de Lis: Uma mensagem para todos estes 18.500 participantes .

Ivo Faria: Pois eu quero que todos os nossos participantes quando pisarem a nossa aldeia de Ombú, sejam capazes de se sentir transportados para uma realidade diferente, para uma realidade em que eles de facto são empoderados para serem eles o principal motor deste desenvolvimento e que quando no nosso último dia estiverem a deixar a nossa aldeia e voltarem à sua aldeia de casa, estejam a ir para casa também com vontade de continuarem a construir, continuarem a contribuir para um mundo melhor e que vão felizes, contentes e com vontade de continuar a trabalhar, a acampar e a fazerem novos amigos.

Entrevista de Sandro Bernardo.

Transcrição de Ana Fonseca.

Fotografia Cláudio Noy.

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