World Scouting apela a cessar-fogo imediato e acesso humanitário em Gaza
A Organização Mundial do Movimento Escutista (WOSM) manifestou ontem «profunda preocupação» com a situação humanitária em Gaza, marcada pela fome extrema e pelo impacto devastador do conflito nas crianças e jovens.
Segundo a WOSM, mais de 17 mil crianças foram mortas e 33 mil ficaram feridas desde outubro de 2023, num contexto em que milhares de famílias continuam deslocadas à força e jovens vivem privados de segurança, esperança e apoio. «Todas as crianças e jovens, independentemente da sua nacionalidade, fé ou circunstância, têm o direito de crescer em paz, com igual acesso à educação, saúde e segurança», afirma o comunicado.
A organização destacou ainda o papel dos escuteiros palestinianos que, apesar das condições extremas, têm prestado apoio psicossocial, promovido aprendizagens não formais e assegurado abrigo, alimentação e primeiros socorros a comunidades em Gaza.
«Juntamo-nos ao apelo das Nações Unidas por um cessar-fogo imediato, acesso humanitário rápido e irrestrito, e a libertação imediata de todos os reféns», acrescenta a WOSM, sublinhando que cabe à comunidade internacional e a todos os líderes garantir a proteção, dignidade e futuro das crianças e jovens, de modo a que não sejam sacrificados pela guerra.
O Grupo de Lisboa (Gdl) volta a reunir-se de 17 a 19 de abril, em Genébra (Suíça) e está a aceitar candidaturas para caminheiros, candidatos a dirigentes e dirigentes.